24.2.14
0 Este texto é sem título se você quiser pode chama-lo de "Síndrome de Peter Pan"
Não precisamos fazer esforço algum para sermos egoístas
e individualistas, tais características surgem espontaneamente
ao longo do processo de formação da personalidade. Contudo,
se quisermos nos doar, trabalhar em equipe e nos preocupar
com o bem estar social precisamos de uma excelente educação
e de um esforço diário para incorporarmos essas características.
Todos amamos o prazer e almejamos viver dias felizes.
Todavia, freqüentemente somos nossos principais carrascos.
Nós nos entulhamos com pensamentos negativos, preocupações
existenciais e problemas que ainda não aconteceram. Além disso,
temos baixa capacidade de sentir o prazer com o que temos e
de contemplar o belo nos pequenos eventos da vida. Da
meninice à velhice a tendência natural da emoção humana não
é uma escala ascendente de prazer, mas de entristecimento.
As crianças são mais alegres que os adolescentes, que são mais
alegres que os adultos, que são mais alegres que os idosos.
Olhe para a sua experiência, você é mais alegre hoje ou no
passado? Conquistamos dinheiro e cultura, mas pouco a pouco
perdemos a singeleza da vida. Embora haja idosos no corpo de
jovens e jovens no corpo de idosos, com o passar do tempo
temos tendência em expandir uma série de “favelas”, “bairros
mal iluminados”, “lixo”, na grande cidade da memória. O
fenômeno RAM (registro automático da memória) registra
involuntariamente todos os conflitos, preocupações,
pensamentos negativos, fobias, ansiedade na memória,
entulhando nosso inconsciente, deteriorando nossa qualidade
de vida.
Vamos comentar novamente sobre a fome e a injustiça
social. Temos superabundância de alimentos, mas milhões de
crianças e de adultos morrem de fome todos os anos. Será que
não há um grupo de líderes políticos que é capaz de estabelecer
critérios para se produzir um imposto mundial no comércio
exterior que subsidie a oferta de alimentos para os miseráveis
de nossa espécie?
Somos brancos, negros, americanos, alemães, franceses,
brasileiros, chineses, mas perdemos o sentido de espécie. Não
parece que pertencemos à mesma espécie, não somos
apaixonados uns pelos outros. Quantos de nós temos prazer
de entrar no mundo das crianças, dos colegas de trabalho e das
pessoas íntimas que nos circundam? Uma das maiores
gratificações que tenho como psicoterapeuta é descobrir o
mundo interessante de pessoas que me procuram. Cada ser
humano, ainda que viva no anonimato, possui uma história
espetacular, mas nós não nos damos conta disso.
Temos o privilégio de ser uma espécie pensante, mas nem sempre
honramos nossa inteligência.
O mestre dos mestres da escola da existência deixou claro
em seus pensamentos, parábolas, reações e nas críticas dirigidas
aos fariseus que a essência da alma humana estava adoecida.
Estava convicto de que o homem era líder do mundo exterior,
mas não do interior. Percebia que a insatisfação e a ansiedade
aumentava pouco a pouco à medida que passavam os anos.
Por isso convidava as pessoas a beber do prazer que dele
emanava, da sabedoria que dele fluía, do amor que dele jorrava,
da mansidão que dele borbulhava.
Almejava mudar a essência da alma humana. Planejou que
o homem conquistasse uma vida lúcida, serena, sábia, alegre,
tranqüila e saturada de paixão pela existência. Enxergava longe,
queria mudar os paradigmas humanos e fazer a humanidade
alcançar o sucesso de dentro para fora. Objetivava alcançar
metas nunca alcançadas pela filosofia e ciências sociais. Os mais
excelentes capitalistas e os mais notáveis socialistas ficariam
perturbados se compreendessem os detalhes do plano do
carpinteiro da vida. Ele veio com a maior de todas as
incumbências, com a missão de produzir um novo homem:
feliz e imortal.
Texto retirado do livro "O Mestre Da Vida" - Augusto Cury
O livro em PDF está no link, porém coloquei o link em um texto para não ser considerado lixo virtual
http://bit.ly/1fxR79p








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